terça-feira, 8 de maio de 2012


COMO ORAVA GANDHI

Senhor…
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes
E a não dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.
Se me dás fortunas, não me tires a razão
Se me dás sucesso, não me tires a humildade
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda
Não me deixes acusar o outro, traindo os demais
Apenas por não pensarem igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo
Nem cair em desespero se fracasso
Mas recorda-me que o fracasso
É a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é sinal de grandeza
E que vingança é sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito
Dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender às pessoas
Dá-me coragem para desculpar-me
E se as pessoas me ofenderem
Dá-me a grandeza para perdoá-las.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
Nunca se esqueça de mim.

Mahtma Gadhi

quarta-feira, 25 de abril de 2012


Poema de Gratidão. 

(Divaldo Franco costuma encerrar suas conferências declamando este poema.)
Muito obrigado Senhor!
Muito obrigado pelo que me deste e pelo que me dás.
Pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.

Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar;
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil,
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.

Muito obrigado Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão
Eu detecto cegos guiando na escuridão,
que tropeçam na multidão,
que choram na solidão...

Por eles eu oro e a ti imploro comiseração;
porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Muito obrigado Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro;
A melodia do vento nos ramos do olmeiro;
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!

Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!

Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir;
Porque eu sei
Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!

Obrigado pela minha voz!
Mas também pela sua voz!
Pela voz que canta,
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção;
E que o Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles;
Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!

Obrigado Senhor!
Pelas minhas mãos..
Mas também pelas mãos que aram
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura;
Mãos que apertam mãos
De caridade, de solidariedade;
Mãos dos adeuses,
Que limpam feridas,
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!

Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice!
A dor...
O desamor...
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!

Obrigado Senhor!
Porque me posso movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar;
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados,
que se não podem movimentar...

Eu oro por eles;
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação,
Eles também bailarão!

Obrigado por fim, pelo meu Lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, uma tapera,
um ninho, um grabato de dor, um bangalô,
uma casa do caminho,

ou seja lá o que for...

Que dentro dele, exista a figura
do amor de mãe, ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!

Mas se eu a ninguém tiver para me amar,
Nem um teto para me agasalhar,
nem uma cama para me deitar,
Nem aí blasfemarei.
Pelo contrário, eu te direi:

Obrigado Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque creio em ti
Pelo teu amor, obrigado senhor!

terça-feira, 24 de abril de 2012


Em silêncio

“Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” - Paulo. (Efésios, 6:6.)
Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...
Vai e serve.
Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.

Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SERMÃO DO MONTE-VERSÃO MODERNA




Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania de glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

- Bem-aventurados os que sabem esperar e chorar, sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem, abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

- Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa e cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma, no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

- Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia serão fartos.

- Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos, porque, no dia da visitação da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

- Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros, sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a "parte melhor" da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

- Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiçam o incêndio das discórdias com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.

- Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou incompreensão por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque assim se habituam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

- Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus.

Humberto de Campos

domingo, 4 de setembro de 2011

SOLIDARIEDADE



“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com
os que choram.” – Paulo. (ROMANOS, 12:15.)


Realmente, na Terra, é mais fácil chorar com os que choram.
Em muitas circunstâncias, mágoas alheias servem de consolação para nossas mágoas.
Quem carrega fardos enormes como que nos estimula a suportar os estorvos leves.
Num desastre qualquer, que nos teria colhido, inclinamo-nos, comovidamente, para as
vítimas, guardando, muita vez, a ilusão de que fomos agraciados por Deus, como se a
responsabilidade de moratórias e empréstimos, que nos são concedidos pela Misericórdia
Divina, dentro da Lei, fosse para nós regime de favoritismo e exceção.
Ajudar aos que se encontram em provocações maiores que as nossas é caridade
sublime; no entanto, é forçoso reconhecer que aconselhar paciência aos que choram, na
posição de superiores tranqüilos, é o mesmo que falar à margem de um problema, sem
estar dentro dele.
Com isso, não queremos diminuir o valor da beneficência. Sem ela, nossas mãos se
fariam garras de usura e o egoísmo transformaria a Terra num manicômio.
Desejamos simplesmente afirmar que é mais fácil chorar com os que choram, que
alegrar-se alguém com os que se alegram; porquanto, ajudar com o pão ou com a alegria
que nos sobram é ato que podemos realizar sem dificuldade, ao passo que, para
regozijar-se com o regozijo dos outros, sem qualquer ponta de inveja ou despeito, é
preciso trazermos suficiente amor puro no coração.

texto do livro: Palavras da vida eterna Emmanuel

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

COLHERES !



Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o CÉU e INFERNO.

Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande.

Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.

  • Eu não compreendo - disse o homem a Deus - por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual? Deus sorriu e respondeu:
  • Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comidas uns aos outros. ==MORAL== Temos três situações que merecem profunda reflexão: EGOÍSMO - As pessoas no "inferno" estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação. CRIATIVIDADE - Como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema. EQUIPE - Se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida. CONCLUSÃO - Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é fator preponderante para o alcance do SUCESSO. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um BATALHÃO de pessoas com posicionamentos isolados.Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional.*

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O problema de agradar



“Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria
servo do Cristo”.
Paulo (Gálatas, 1:10)


Os sinceros discípulos do Evangelho devem estar muito preocupados com
os deveres próprios e com a aprovação isolada e tranqüila da consciência, nos
trabalhos que foram chamados a executar, cada dia, aprendendo a prescindir das
opiniões desarrazoadas do mundo.
A multidão não saberá dispensar carinho e admiração senão àqueles que lhe
satisfazem as exigências e caprichos; nos conflitos que lhe assinalam a marcha, o
aprendiz fiel de Jesus será um trabalhador diferente que, em seus impulsos
instintivos, ela não poderá compreender.
Muita inexperiência e invigilância revelará o mensageiro da Boa Nova que
manifeste inquietude, com relação aos pareceres do mundo a seu respeito; quando se
encontre na prosperidade material, em que o Mestre lhe confere mais rigorosa
mordomia, muitos vizinhos lhe perguntarão, maliciosos, pela causa dos êxitos
sucessivos em que se envolve, e, quando penetra o campo da pobreza e da
dificuldade, o povo lhe atribui as experiências difíceis a supostas defecções ante as
sublimes idéias esposadas.
É indispensável trabalhar para os homens, como quem sabe que a obra
integral pertence a Jesus Cristo. O mundo compreenderá o esforço do servidor
sincero, mas, em outra oportunidade, quando lho permita a ascensão evolutiva.
Em muitas ocasiões, os pareceres populares equivalem à gritaria das
assembléias infantis, que não toleram os educadores mais altamente inspirados, nas
linhas de ordem e elevação, trabalho e aproveitamento.
Que o sincero trabalhador do Cristo, portanto, saiba operar sem a
preocupação com os juízos errôneos das criaturas. Jesus o conhece e isto basta


(texto do livro PÃO NOSSO -PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER PELO ESPÍRITO DE EMMANUEL)

domingo, 31 de julho de 2011

O FILME DOS ESPÍRITOS




CONFIRAM AQUI INFORMAÇÕES SOBRE ESTE NOVO FILME

domingo, 24 de julho de 2011

NÃO TENHO TEMPO


Saí, Senhor,

Lá fora os homens saíram,

Iam,

Vinham,

Andavam,

Corriam.

As bicicletas corriam,

Os automóveis corriam,

Os caminhões corriam,

A rua corria,

A cidade corria,

Todo o mundo corria.

Corriam todos, para não perder tempo:

Corriam ao encalço do tempo,

para recuperar o tempo,

para ganhar tempo.

Até logo, doutor, desculpe-me – não tenho tempo.

Passarei outra vez, não posso esperar mais – não tenho

tempo.

Termino esta carta – pois não tenho tempo.

Queria tanto te ajudar – mas não tenho tempo.

Não posso aceitar, por falta de tempo.

Não posso refletir, nem ler, ando assoberbado – não

tenho tempo.

Gostaria de rezar – mas… eu não tenho tempo.

Compreendes, Senhor, eles não tem tempo.

A criança está brincando, não tem tempo agora mesmo…

mais tarde…

O estudante tem seus deveres a fazer, não tem tempo…

mais tarde…

O universitário tem lá suas aulas, e tanto, tanto trabalho

que não tem tempo… mais tarde…

O rapaz pratica esporte, não tem tempo… mais tarde…

O que casou, há pouco, tem sua casa, deve organizá-la,

não tem tempo… mais tarde…

O pai de família tem seus filhos, não tem tempo… mais

tarde…

Os avós têm seus netos, não têm tempo… mais tarde…

Estão doentes. Precisam tratar-se… não têm tempo…

mais tarde…

Estão à morte, não têm…

Tarde demais… não tem mais tempo.

Assim correm todos os homens atrás do tempo, Senhor.

Passam correndo pela Terra

apressados,

atropelados,

sobrecarregados,

enlouquecidos,

assoberbados,

Nunca chegam, falta-lhes tempo,

Apesar de todos os esforços, falta-lhes tempo,

Falta-lhes mesmo muito tempo.

Com certeza, Senhor, erraste os cálculos.

Há um engano geral:

Horas curtas demais,

Dias curtos demais,

Vidas curtas demais.

Tu que estás fora do tempo, Senhor, sorris ao ver-nos

assim brigar com ele,

E sabes o que fazes.

Não te enganas quando distribuis o tempo aos homens,

A cada um dás o tempo de fazer o que queres que faça.

Mas é preciso não perder tempo,

não esbanjar tempo,

não matar o tempo,

Pois o tempo é um presente que nos dás.

Presente perecível,

Um presente que não se conserva.

Tenho tempo, Senhor,

Tenho todo o meu tempo,

Todo o tempo que me dás,

Os anos de minha vida,

Os dias de meus anos,

Os minutos de meus dias,

São todos meus.

Cabe-me preenchê-los

tranqüilamente,

calmamente,

Mas preenchê-los inteirinhos, até a borda,

Para dá-los a Ti

– e que, da água sem sabor,

faças um vinho generoso

como outrora, em Caná,

fizeste para as bodas humanas.

Nesta noite eu não te peço, Senhor, o tempo de fazer

isto e depois aquilo,

Peço-te a graça de fazer, conscienciosamente, no tempo

que me dás, o que queres que eu faça.

Michel Quoist


Como estamos utilizando o tempo que Deus nos deu??

sábado, 23 de julho de 2011

Que tipo de pessoas vive aqui?


"Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive neste lugar?

- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem? - Perguntou pôr sua vez o ancião.

- Oh! Um grupo de egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou: - A mesma coisa você haverá de encontrar pôr aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive pôr aqui? O velho respondeu com a mesma pergunta:

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu: - Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste pôr ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará pôr aqui. - respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:

- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:

Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares pôr onde passou, não poderá encontrar outra coisa pôr aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos."




Poderiamos refletir também se não é assim na Casa Espírita que frequentamos;sempre estamos julgando as pessoas,os lugares ,as situações de acordo com o nosso mundo interior.Antes de buscarmos outros lugares é melhor olhar pra nós mesmos e perceber qual é a nossa dificuldade em lidar com certas situações,o que estou fazendo para que elas sejam melhores?Olhe para trás e veja se deixou amigos por onde passou ou inimizades!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Remédio Salutar


“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis.” – (TIAGO, 5:16.)
A doença sempre constitui fantasma temível no campo humano, qual se a carne fosse tocada de maldição; entretanto, podemos afiançar que o número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem interferências psíquicas, é positivamente diminuto.
A maioria das moléstias procede da alma, das profundezas do ser. Não nos reportando à imensa caudal de provas expiatórias que invade inúmeras existências, em suas expressões fisiológicas, referimo-nos tão-somente às moléstias que surgem, de inesperado, com raízes no coração.
Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibratórios da mente em desequilíbrio?
Qualquer desarmonia interior atacará naturalmente o organismo em sua zona vulnerável. Um experimentar-lhe-á os efeitos no fígado, outro, nos rins e, ainda outro, no próprio sangue.
Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental.
O grande apóstolo do Cristianismo nascente foi médico sábio, quando aconselhou a aproximação recíproca e a assistência mútua como remédio salutares. O ofensor que revela as próprias culpas, ante o ofendido, lança fora detritos psíquicos, aliviando o plano interno; quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo “sem-fio” do pensamento.
A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem deseje melhoras positivas, na senda de elevação, aplique o conselho de Tiago; nele, possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ORGULHO E HUMILDADE

Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, umapessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser".
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
trabalho".Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir". A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz cético, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
......................
Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado


(texto da equipe de redação Momento Espírita )

ORGULHO

Orgulho é uma forma pela qual interpretamos as pessoas e os fatos.È um "estado de consciência" em que a insensibilidade predomina.O orgulhoso utiliza unicamente o que supôe ou imagina,não o que sente.Sua percepção é distorcida,pois ele apenas dá importãncia ao o que os outros vão pensar ou achar dele e não presta atenção em seu "universo interior".Ele vive apenas "experiências teatrais"-interpreta papéis no "palco da vida'.

trecho do livro:A imensidão dos sentidos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Na hora do desânimo


TEMA: Nunca desanimar na seara do bem.
Desânimo em ação espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno de pessoas e acontecimentos, o desânimo nos indicaria o propósito de infalibilidade, condição incompatível com qualquer espírito em evolução; se incorremos em falta e caímos em desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo, acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes na escola da experiência; se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros patenteiem dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de crescer, melhorar-nos e merecer; se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum companheiro nos endereçar determinada advertência, nesse ou naquele passo da vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas conscientes das próprias imperfeições; se entramos em desencanto porque entes amados estejam tardando em adquirir virtudes que lhes desejamos, certamente estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiávamos, no passado, em longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões, mas é preciso recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados a Terra, somos alunos no educandário da existência e que Espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da vida e do Universo, a perseverarem no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educar-nos, e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos sozinhos e de que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando.
                                                                                                                                     (Emmanuel)

texto do livro:    Encontro Marcado    psicografado por Chico Xavier

quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011